Artigo original

PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NO CUIDADO À PESSOA IDOSA: CONTRIBUIÇÕES PARA O ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL, A QUALIDADE DE VIDA E A INTEGRALIDADE DA ATENÇÃO EM SAÚDE

Alzira Aparecida de Barros Bonet; Luis Enrique Bonet Cobo

Edição
Vol. 1, No. 2 (jul./dez. 2026) — v.1 n.2 2026 — Tecnologia, Saúde e Cidadania – Inovação e Impacto Social
Publicado em
20/10/2026
Páginas
1-15
Idioma
pt-BR

Resumo

O envelhecimento populacional constitui uma das transformações demográficas mais expressivas da contemporaneidade, produzindo repercussões significativas sobre a organização dos sistemas de saúde, das políticas públicas e das estratégias de proteção social. A ampliação da expectativa de vida e o crescimento progressivo da população idosa demandam uma reorganização do modelo de atenção, de modo que o cuidado não se limite ao diagnóstico e tratamento de doenças, mas incorpore dimensões relacionadas à capacidade funcional, autonomia, independência, participação social, saúde mental, qualidade de vida e condições socioeconômicas e ambientais. Nesse cenário, a Atenção Primária à Saúde assume papel estratégico por constituir a principal porta de entrada do sistema de saúde e exercer função de coordenação do cuidado, possibilitando acompanhamento longitudinal, vínculo com usuários, identificação precoce de necessidades e articulação entre diferentes níveis de atenção. O cuidado à pessoa idosa requer, portanto, abordagem integral e multidimensional, capaz de reconhecer a heterogeneidade do processo de envelhecimento e as diferentes trajetórias de vida que influenciam o estado de saúde e a capacidade de participação social. No contexto brasileiro, essa perspectiva ganha relevância diante da necessidade de fortalecer práticas de cuidado que promovam envelhecimento ativo, autonomia e manutenção da funcionalidade, articulando ações de promoção da saúde, prevenção de agravos, tratamento, reabilitação e cuidados continuados. Assim, a qualificação da Atenção Primária à Saúde representa elemento fundamental para responder às demandas decorrentes da transição demográfica, especialmente mediante estratégias interprofissionais, territorializadas e centradas na pessoa. Nesse processo, as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde podem constituir recursos adicionais no cuidado, quando utilizadas de forma segura, baseada em evidências e articulada às demais ações da rede de atenção. Dessa forma, compreender e fortalecer estratégias de cuidado integral à população idosa torna-se fundamental para a construção de uma atenção à saúde mais humanizada, resolutiva, equitativa e orientada à preservação da autonomia e da qualidade de vida.

Palavras-chave

  • Envelhecimento populacional
  • Pessoa idosa
  • Atenção Primária à Saúde
  • Integralidade do cuidado
  • Promoção da saúde
  • Práticas Integrativas e Complementares.

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