Artigo original
TECNOLOGIAS ASSISTIVAS E TERAPIA OCUPACIONAL NA PROMOÇÃO DA AUTONOMIA E PARTICIPAÇÃO SOCIAL DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Bruna Ribeiro Macedo; Cristiane de Souza Ribeiro; Adilma de Brito Mendes Vieira; Vivian Valdileide dos Santos; Julyanne Karine Auxiliadora Gonçalves dos Santos; Maria Miryam da Silva Alves; Mariza dos Anjos Lacerda; Layse Roberto Galvão Martinez; Magdala Rodrigues Dias; Letícia de Farias Freitas
- Edição
- Vol. 1, No. 2 (jul./dez. 2026) — v.1 n.2 2026 — Tecnologia, Saúde e Cidadania – Inovação e Impacto Social
- Publicado em
- 26/10/2026
- Páginas
- 1-13
- Idioma
- pt-BR
Resumo
As tecnologias assistivas representam recursos estratégicos para a ampliação da autonomia, da independência funcional e da participação social das pessoas com deficiência. Entretanto, seus benefícios dependem não apenas da disponibilidade de equipamentos, mas também da adequação às necessidades individuais, das condições socioeconômicas, da acessibilidade dos ambientes e da continuidade do acompanhamento profissional. Nesse contexto, a Terapia Ocupacional contribui para identificar barreiras à realização das atividades cotidianas, avaliar as demandas ocupacionais e selecionar, adaptar e acompanhar recursos que favoreçam o desempenho e a participação nos diferentes espaços sociais. O objetivo deste artigo é analisar as contribuições das tecnologias assistivas e da Terapia Ocupacional para a promoção da autonomia e da participação social das pessoas com deficiência, considerando evidências científicas recentes e os desafios de acesso e implementação no Brasil. Trata-se de uma revisão narrativa crítica da literatura, fundamentada em publicações científicas brasileiras e internacionais, com ênfase em estudos publicados entre 2023 e 2025. A discussão contempla tecnologias de mobilidade, comunicação alternativa, acessibilidade digital, adaptações para atividades de vida diária e recursos de baixo custo. A literatura examinada evidencia que a efetividade desses recursos está relacionada à avaliação individualizada, à participação ativa dos usuários na tomada de decisões, à capacitação para utilização e à articulação entre serviços de saúde, educação, assistência social e comunidade. Também são identificadas barreiras econômicas, institucionais e ambientais que limitam o acesso e a continuidade do uso. Conclui-se que a integração entre tecnologias assistivas e Terapia Ocupacional pode ampliar oportunidades de participação e autodeterminação, desde que acompanhada de políticas públicas inclusivas, planejamento centrado na pessoa e avaliação contínua dos resultados funcionais e sociais.
Palavras-chave
- Tecnologia assistiva. Terapia ocupacional. Pessoas com deficiência. Autonomia pessoal. Participação social
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