Artigo original
MENOPAUSA E ENVELHECIMENTO FEMININO: IMPACTOS NA QUALIDADE DE VIDA E ESTRATÉGIAS DE PROMOÇÃO, PREVENÇÃO E CUIDADO EM SAÚDE
Samia Maria Ribeiro; Letícia Monteiro Souza; Haíssa Helena Garcia da Silva Folador; Fernanda de Sousa Lopes; Jéssica Mariane de Jesus Lopes de Araújo; Vanessa Santos Silva Corrêa Pinto; Juliana Silva Santos; Marcio Alexandre Botti; Luanny Sophia Rodrigues Calado; Alice Cristina de Araujo Nascimento
- Edição
- Vol. 1, No. 2 (jul./dez. 2026) — v.1 n.2 2026 — Tecnologia, Saúde e Cidadania – Inovação e Impacto Social
- Publicado em
- 26/10/2026
- Páginas
- 1-11
- Idioma
- pt-BR
Resumo
A menopausa constitui um importante marco biológico do envelhecimento feminino e está associada a transformações hormonais capazes de repercutir sobre diferentes dimensões da saúde. Embora seja um processo fisiológico, a transição menopausal pode ser acompanhada por sintomas vasomotores, alterações do sono, mudanças emocionais, modificações metabólicas, sintomas geniturinários, alterações da sexualidade e aumento da vulnerabilidade a determinadas condições crônicas. Nesse cenário, a qualidade de vida deve ser compreendida de maneira multidimensional, considerando fatores biológicos, psicológicos, sociais, culturais e relacionados ao acesso aos serviços de saúde. O presente artigo teve como objetivo analisar os impactos da menopausa sobre a qualidade de vida no contexto do envelhecimento feminino e discutir estratégias contemporâneas de promoção da saúde, prevenção de agravos e cuidado integral. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com priorização de estudos brasileiros publicados entre 2023 e 2025, além de diretrizes nacionais recentes sobre climatério, menopausa e saúde cardiovascular. A literatura analisada demonstra que a experiência da menopausa é heterogênea e sofre influência das condições socioeconômicas, hábitos de vida, presença de doenças crônicas, intensidade dos sintomas e suporte oferecido pelos serviços de saúde. Evidências nacionais também apontam relações entre idade da menopausa e funcionalidade na velhice, sintomas climatéricos e disfunções sexuais, além da relevância da atividade física, educação em saúde, práticas integrativas e acompanhamento multiprofissional. Conclui-se que o cuidado à mulher na menopausa deve ultrapassar a abordagem centrada exclusivamente nos sintomas, incorporando prevenção cardiovascular e metabólica, saúde óssea, sexualidade, saúde mental, funcionalidade, autocuidado e envelhecimento saudável. A assistência individualizada e baseada em evidências constitui elemento fundamental para ampliar autonomia, qualidade de vida e longevidade saudável.
Palavras-chave
- Menopausa
- Climatério
- Envelhecimento feminino
- Qualidade de vida
- Saúde da mulher
- Promoção da saúde.
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