ARRITMIAS SUPRAVENTRICULARES EM CUIDADOS PALIATIVOS: DESAFIOS CLÍNICOS EM PACIENTES COM SÍNDROME DE WOLFF–PARKINSON–WHITE

João Vitor dos Santos Nascimento

Edição
Vol. 1, No. 1 (jan./jun. 2026) — Tecnologia, Saúde e Cidadania - Edição Inaugural 2026
Publicado em
05/08/2026
Páginas
1-14
Idioma
pt-BR

Resumo

Introdução: As arritmias supraventriculares associadas à síndrome de Wolff–Parkinson– White (WPW) representam importante desafio clínico, especialmente no contexto dos cuidados paliativos, no qual a complexidade eletrofisiológica da doença se associa à fragilidade clínica, à instabilidade hemodinâmica potencial e ao impacto significativo sobre a qualidade de vida. Apesar da ampla discussão da WPW em cenários curativos, observa-se escassez de estudos voltados à sua abordagem em pacientes com prognóstico limitado, o que contribui para práticas assistenciais heterogêneas. Objetivo: Analisar, à luz da literatura científica, os principais desafios clínicos relacionados ao manejo das arritmias supraventriculares em pacientes com síndrome de Wolff–Parkinson–White no contexto dos cuidados paliativos. Materiais e métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada a partir de artigos publicados entre 2021 e 2025, selecionados nas bases de dados científicas nacionais e internacionais. Foram incluídos estudos originais, revisões e relatos de caso que abordassem a síndrome de WPW, arritmias supraventriculares e cuidados paliativos, com análise crítica e síntese temática dos achados. Resultados e discussão: Os estudos evidenciaram que a taquicardia supraventricular paroxística é a manifestação mais frequente da WPW, sendo responsável por sintomas intensos, como dispneia, dor torácica e ansiedade, que agravam o sofrimento em pacientes paliativos. Observou-se associação relevante entre WPW e disfunção ventricular, aumentando o risco de descompensação clínica. O manejo terapêutico mostrou-se limitado pela tolerância reduzida a intervenções farmacológicas e elétricas, além de dilemas éticos relacionados à proporcionalidade do cuidado. Considerações finais. Conclui-se que o manejo das arritmias supraventriculares em pacientes com síndrome de Wolff–Parkinson–White sob cuidados paliativos exige abordagem individualizada, multiprofissional e centrada na pessoa. Destaca-se a necessidade de ampliar a produção científica e desenvolver diretrizes específicas que orientem práticas assistenciais alinhadas aos princípios do cuidado paliativo e à promoção da qualidade de vida.

Palavras-chave

  • Arritmias supraventriculares
  • Síndrome de Wolff–Parkinson–White
  • Cuidados paliativos
  • Qualidade de vida
  • Manejo clínico.

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