Artigo original
SAÚDE MENTAL MASCULINA, BURNOUT E PRODUTIVIDADE: DESAFIOS E ESTRATÉGIAS PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE DO TRABALHADOR NO SÉCULO XXI
Alice Cristina de Araujo Nascimento; Anderson Batista Cavalcante; Maria Augusta da Cunha Pimentel França; Patrícia Andreia Zanetti Ballardin Roncato; Eliane Borges da Silva; Francislena de Albuquerque Prestes; Mariza dos Anjos Lacerda; Vinícius Gonçalves Pires; Priscyla Paulina Silva; Lucelia Pereira de Brito
- Edição
- Vol. 1, No. 2 (jul./dez. 2026) — v.1 n.2 2026 — Tecnologia, Saúde e Cidadania – Inovação e Impacto Social
- Publicado em
- 15/09/2026
- Páginas
- 1-13
- Idioma
- pt-BR
Resumo
A saúde mental dos trabalhadores tem adquirido crescente relevância no cenário contemporâneo diante das transformações tecnológicas, econômicas e organizacionais que vêm redefinindo as relações de trabalho. Entre a população masculina, a exposição prolongada a elevadas demandas profissionais, pressão por desempenho, insegurança ocupacional, jornadas extensas e dificuldades para conciliar trabalho e vida pessoal pode favorecer o sofrimento psíquico e o desenvolvimento de manifestações relacionadas ao estresse ocupacional. Nesse contexto, a Síndrome de Burnout destaca-se como importante fenômeno associado ao estresse crônico no trabalho, apresentando repercussões sobre a saúde, a qualidade de vida e a capacidade funcional dos trabalhadores. O presente estudo tem como objetivo analisar a relação entre saúde mental masculina, Burnout e produtividade, identificando fatores psicossociais associados ao adoecimento mental dos homens no ambiente laboral e discutindo estratégias de prevenção e promoção da saúde do trabalhador. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, fundamentada em estudos científicos publicados prioritariamente entre 2023 e 2026, além de documentos técnicos pertinentes ao tema. A análise evidencia que o adoecimento mental relacionado ao trabalho não pode ser compreendido exclusivamente como resultado de características individuais, pois sofre influência direta da organização laboral, das condições de trabalho, das relações interpessoais e da cultura institucional. No caso dos homens, normas socioculturais relacionadas à autossuficiência, ao controle emocional e à resistência podem dificultar o reconhecimento do sofrimento e retardar a procura por assistência especializada. Os impactos ultrapassam a esfera individual, repercutindo na produtividade, no presenteísmo, no absenteísmo, na rotatividade e na sustentabilidade das organizações. Conclui-se que o enfrentamento do Burnout e da deterioração da saúde mental masculina exige intervenções multissetoriais e contínuas, com ênfase na prevenção dos riscos psicossociais, na construção de ambientes laborais saudáveis, na redução do estigma e no fortalecimento de políticas e práticas institucionais orientadas pela dignidade, pelo bem-estar e pela proteção integral do trabalhador.
Palavras-chave
- Saúde mental masculina. Burnout. Saúde do trabalhador. Produtividade. Riscos psicossociais.
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