Artigo original

TERAPIA OCUPACIONAL SOCIAL, TO CULTURAL E SAÚDE COLETIVA INDÍGENA: O COTIDIANO, A EDUCAÇÃO E OS SIGNIFICADOS DA EXISTÊNCIA E RESISTÊNCIA DO POVO XUKURU DO ORORUBÁ

ADILMA DE BRITO MENDES VIEIRA

Edição
Vol. 1, No. 2 (jul./dez. 2026) — v.1 n.2 2026 — Tecnologia, Saúde e Cidadania – Inovação e Impacto Social
Publicado em
07/10/2026
Páginas
1-4
Idioma
pt-BR

Resumo

O presente estudo analisa as intersecções entre Terapia Ocupacional Social, Terapia Ocupacional Cultural e Saúde Coletiva Indígena a partir das dinâmicas cotidianas, práticas educativas e estratégias de resistência do povo indígena Xukuru do Ororubá, localizado na Aldeia Cimbres, município de Pesqueira/PE. A pesquisa fundamenta-se na premissa de que o cotidiano indígena, ultrapassando os muros da escola formal, constitui-se como um campo de ocupação coletiva e territorializada, no qual a cultura e a luta política operam como determinantes sociais da saúde. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva e de campo, articulada à revisão da literatura, cujos dados empíricos foram apreendidos por meio de questionários semiestruturados aplicados a professores indígenas da Escola Estadual Indígena Professor Luiz de Melo. Os resultados evidenciam que a educação diferenciada Xukuru se pauta na "formação de guerreiros", integrando saberes ancestrais, a vivência mercantil na feira livre de Pesqueira e as práticas rituais nos terreiros (Toré). Conclui-se que a atuação da Terapia Ocupacional junto a populações originárias exige a superação de modelos biomédicos tradicionais, reconhecendo o fortalecimento da identidade étno-cultural e a garantia do território como tecnologias sociais indispensáveis para a promoção do bem-viver e da saúde coletiva.

Palavras-chave

  • Terapia Ocupacional Social. Terapia Ocupacional Cultural. Saúde Coletiva Indígena. Cotidiano. Povo Xukuru do Ororubá.

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