Artigo original

EXPOSIÇÃO DIGITAL EXCESSIVA E SAÚDE MENTAL INFANTIL: EVIDÊNCIAS BRASILEIRAS SOBRE ANSIEDADE, DEPRESSÃO E DÉFICITS COGNITIVOS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Enio Grazianni Gonçalves Sirqueira; Layza Jesus de Moraes; Elisama Gonçalves da Silva; Mariza dos Anjos Lacerda; Debora Cristina Sterlig; Karine Helena Cota; Frederico Rocha Pacheco; Cledir Rocha Pereira; Otília Tatiana de Cácia da Conceição Ferreira; Pablo Pereira de Carvalho

Edição
Vol. 1, No. 2 (jul./dez. 2026) — v.1 n.2 2026 — Tecnologia, Saúde e Cidadania – Inovação e Impacto Social
Publicado em
13/10/2026
Páginas
1-16
Idioma
pt-BR

Resumo

O avanço tecnológico e a popularização de dispositivos digitais transformaram profundamente o cotidiano de crianças e adolescentes. No Brasil, dados recentes apontam que mais de 80% dos adolescentes passam mais de 4 horas diárias em frente às telas, e cerca de 35% apresentam sintomas de ansiedade ou depressão associados ao uso excessivo. Estudos nacionais e internacionais entre 2023 e 2025 evidenciam uma relação consistente entre tempo prolongado de tela e prejuízos à saúde mental, incluindo transtornos de ansiedade, depressão, irritabilidade, déficit de atenção e distúrbios do sono. Além dos impactos emocionais, observam-se redução da atividade física, isolamento social e exposição a conteúdos inadequados, que funcionam como mediadores do adoecimento. O governo brasileiro, em 2025, lançou o guia Crianças, Adolescentes e Telas, reforçando que o excesso de tempo digital pode causar ansiedade, depressão, sedentarismo e até autolesões . Conclui-se que o uso excessivo de telas representa um fator de risco modificável para a saúde mental infantil, exigindo estratégias de prevenção, educação digital, políticas públicas baseadas em evidências e maior participação das famílias e escolas.

Palavras-chave

  • Saúde mental
  • Crianças
  • Adolescentes
  • Tecnologias digitais
  • Ansiedade
  • Depressão.

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