Artigo original

AGOSTO LILÁS NAS ESCOLAS: EDUCAÇÃO EMOCIONAL E PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO ENTRE ADOLESCENTES

Ana Paula dos Santos; Grazielle Pereira Barbosa; Daniela de Souza Morais; Pablo Pereira de Carvalho; Helen Glayce Vieira de Castilho; Vivian Valdileide dos Santos; Carlos Eduardo da Silva Galante; Luiz Henrique dos Santos; Maisa Bruna de Morais Teixeira do Nascimento; Aylla Medeiros de Oliveira

Edição
Vol. 1, No. 2 (jul./dez. 2026) — v.1 n.2 2026 — Tecnologia, Saúde e Cidadania – Inovação e Impacto Social
Publicado em
26/10/2026
Páginas
1-15
Idioma
pt-BR

Resumo

A violência de gênero pode se manifestar ainda na adolescência por meio de relações afetivas marcadas por controle, ciúme, humilhação, coerção, agressões físicas, violência sexual e diferentes formas de violência psicológica. Por ocorrer em uma etapa de formação de identidades e de construção de vínculos, sua prevenção requer estratégias que ultrapassem a identificação de situações de risco e alcancem a formação emocional, relacional e cidadã dos estudantes. Este artigo teve como objetivo analisar as possibilidades do Agosto Lilás como estratégia educativa para a prevenção da violência de gênero entre adolescentes no contexto escolar. Realizou-se revisão narrativa de literatura, com abordagem qualitativa, fundamentada em artigos científicos brasileiros publicados em periódicos indexados, complementados por estudos internacionais, legislação e documentos técnicos pertinentes. Foram priorizadas publicações dos últimos anos, sem excluir estudos clássicos nacionais indispensáveis à compreensão da violência no namoro e das relações de gênero na adolescência. Os achados indicam elevada ocorrência de violência psicológica, física e sexual nas relações afetivas entre adolescentes, além de associações com experiências anteriores de violência, bullying, insegurança e sofrimento emocional. A literatura também aponta a escola como espaço privilegiado para ações preventivas, desde que os programas sejam contínuos, participativos, interdisciplinares e articulados com a rede de proteção. Conclui-se que o Agosto Lilás possui potencial para favorecer o reconhecimento de relações abusivas e o desenvolvimento de competências emocionais e sociais, mas sua efetividade depende de sua integração a uma política permanente de educação para os direitos humanos, equidade de gênero, respeito, autonomia e proteção integral.

Palavras-chave

  • violência de gênero
  • adolescência
  • violência no namoro
  • educação emocional
  • escola
  • prevenção.

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