Artigo original

ALTERAÇÕES COGNITIVAS E SINTOMAS NEUROPSIQUIÁTRICOS NA DOENÇA DE PARKINSON: CONTRIBUIÇÕES DA NEUROPSICOLOGIA

Mariana Sausen Basso; Francielly Da Silva Cantarelli

Edição
Vol. 1, No. 2 (jul./dez. 2026) — v.1 n.2 2026 — Tecnologia, Saúde e Cidadania – Inovação e Impacto Social
Publicado em
21/10/2026
Páginas
1-17
Idioma
pt-BR

Resumo

A Doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa complexa cuja expressão clínica ultrapassa as manifestações motoras tradicionalmente associadas ao diagnóstico. Alterações de atenção, funções executivas, memória, habilidades visuoespaciais e comportamento podem comprometer a autonomia, as relações interpessoais e a qualidade de vida, sobretudo quando coexistem com depressão, ansiedade, apatia, distúrbios do sono ou sintomas psicóticos. Este artigo tem como objetivo analisar as alterações cognitivas e os sintomas neuropsiquiátricos associados à Doença de Parkinson, destacando as contribuições da Neuropsicologia para a avaliação, o acompanhamento e o planejamento interdisciplinar do cuidado. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa, fundamentada em estudos clínicos, revisões científicas, recomendações diagnósticas e publicações brasileiras e internacionais. A análise contempla os principais domínios cognitivos envolvidos, a relação entre cognição e manifestações neuropsiquiátricas, os desafios da avaliação neuropsicológica e as possibilidades de intervenção e acompanhamento. A literatura examinada indica que o comprometimento cognitivo na Doença de Parkinson apresenta heterogeneidade clínica, podendo envolver predominantemente funções executivas, atenção e processamento visuoespacial, sem que todos os pacientes desenvolvam demência. Os sintomas neuropsiquiátricos também apresentam manifestações variadas e podem interferir no desempenho cognitivo, na funcionalidade e na sobrecarga dos cuidadores. A avaliação neuropsicológica contribui para caracterizar o perfil individual de dificuldades e potencialidades, auxiliar no diagnóstico diferencial e acompanhar mudanças ao longo da evolução clínica. Conclui-se que o cuidado integral deve articular avaliação neurológica, investigação cognitiva, análise das manifestações emocionais e comportamentais e acompanhamento funcional, respeitando a singularidade de cada pessoa.

Palavras-chave

  • Doença de Parkinson. Neuropsicologia. Comprometimento cognitivo. Sintomas neuropsiquiátricos. Avaliação neuropsicológica.

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