Artigo original
EDUCAÇÃO E SAÚDE MENTAL: O PROTAGONISMO DOCENTE NA RECONSTRUÇÃO EMOCIONAL DOS ADOLESCENTES PÓS-PANDEMIA
Eliane Borges da Silva; Pablo Pereira de Carvalho; Enio Grazianni Goncalves Sirqueira; Liliane Mangabeira Plácido; Adilma de Brito Mendes Vieira; Vanessa Santos Silva Corrêa Pinto; Andreia Machado Tompsen; José Jaciel Ferreira dos Santos
- Edição
- Vol. 1, No. 2 (jul./dez. 2026) — v.1 n.2 2026 — Tecnologia, Saúde e Cidadania – Inovação e Impacto Social
- Publicado em
- 22/10/2026
- Páginas
- 1-15
- Idioma
- pt-BR
Resumo
A pandemia de COVID-19 produziu repercussões que ultrapassaram o período de emergência sanitária e continuam presentes nas experiências educacionais, sociais e emocionais de adolescentes. A interrupção prolongada da convivência escolar, a fragilização dos vínculos interpessoais, as mudanças nas rotinas familiares e o retorno a uma escola marcada por novas desigualdades contribuíram para tornar a saúde mental uma questão central no cotidiano educacional brasileiro. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar o protagonismo docente na reconstrução emocional dos adolescentes no período pós-pandemia, discutindo as possibilidades pedagógicas de acolhimento, escuta, fortalecimento dos vínculos e promoção de ambientes escolares protetivos. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter crítico-reflexivo, construída a partir de estudos brasileiros publicados em periódicos científicos e documentos institucionais relacionados à saúde mental, adolescência, escola e trabalho docente. A análise evidencia que a contribuição do professor não deve ser compreendida como substituição da atuação psicológica ou psiquiátrica, mas como exercício de um protagonismo educativo capaz de reconhecer mudanças, favorecer a participação dos estudantes, fortalecer o sentimento de pertencimento e colaborar com a identificação precoce de situações de sofrimento. Os estudos também demonstram que a efetividade desse protagonismo depende de formação continuada, apoio institucional e articulação entre educação, saúde, famílias e rede de proteção social. Conclui-se que a reconstrução emocional dos adolescentes exige uma escola capaz de reconhecer a dimensão afetiva da experiência educativa e valorizar o professor como mediador de vínculos e promotor de condições favoráveis ao desenvolvimento humano, sem transferir individualmente a ele responsabilidades que pertencem a uma rede coletiva de cuidado.
Palavras-chave
- Palavras-chave: Saúde mental. Adolescência. Educação. Professores. Escola. Pós-pandemia.
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