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OBESIDADE INFANTIL: DETERMINANTES MULTIFATORIAIS, IMPACTOS METABÓLICOS E ESTRATÉGIAS INTEGRADAS DE PREVENÇÃO EM SAÚDE PÚBLICA

Letícia Camilly Souza da Silva, Cristiane dos Santos, Luciana Cristina Braga Sales, Leandro Pereira de Oliveira, Marina Plutarco Nunes Fontes, Iris Cardoso Moreira Teixeira, Karla Julião Villani Felippe, Beatriz Lopes de Oliveira, Gustavo Rodrigues Pereira e José Jaciel Ferreira dos Santos.

Edição
Vol. 1, No. 1 (jan./jun. 2026) — Tecnologia, Saúde e Cidadania - Edição Inaugural 2026
Publicado em
31/07/2026
Páginas
1-12
Idioma
pt-BR

Resumo

A obesidade infantil representa um dos principais problemas de saúde pública da atualidade, caracterizando-se como uma condição multifatorial associada a fatores biológicos, ambientais, comportamentais, sociais e econômicos. Nas últimas décadas, observou-se crescimento expressivo da prevalência de excesso de peso entre crianças e adolescentes em diversos países, incluindo o Brasil, tornando-se importante desafio para os sistemas de saúde devido às repercussões metabólicas, psicossociais e econômicas decorrentes dessa condição. O presente estudo teve como objetivo analisar os determinantes multifatoriais da obesidade infantil, seus impactos metabólicos e as principais estratégias integradas de prevenção em saúde pública. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo e abordagem qualitativa, realizada por meio de levantamento bibliográfico em bases de dados científicas nacionais e internacionais, incluindo Scientific Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), PubMed e Google Acadêmico. Foram selecionados artigos publicados entre os anos de 2020 e 2025, disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês e espanhol, utilizando os descritores “obesidade infantil”, “saúde pública”, “sobrepeso infantil”, “impactos metabólicos” e “prevenção”. Os resultados evidenciaram que a obesidade infantil possui etiologia complexa e está fortemente relacionada ao consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, sedentarismo, aumento do tempo de exposição às telas, vulnerabilidade socioeconômica, fatores emocionais e influência familiar. Observou-se ainda que crianças obesas apresentam maior risco para desenvolvimento precoce de resistência insulínica, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemias, esteatose hepática e doenças cardiovasculares. Além dos impactos físicos, foram identificados importantes repercussões emocionais e sociais, como ansiedade, baixa autoestima, isolamento social e episódios de bullying no ambiente escolar. Os estudos analisados demonstraram que estratégias preventivas baseadas em ações interdisciplinares e intersetoriais apresentam maior efetividade no enfrentamento da obesidade infantil. Nesse contexto, destacam-se a promoção da alimentação saudável, incentivo à prática regular de atividade física, educação nutricional nas escolas, fortalecimento da atenção primária à saúde e participação ativa da família na construção de hábitos saudáveis. Também se observou relevância das políticas públicas voltadas para regulação da publicidade infantil, melhoria da qualidade da alimentação escolar e ampliação do acesso a ambientes promotores de saúde. Conclui-se que a obesidade infantil constitui condição de elevada complexidade e impacto social, exigindo intervenções integradas e contínuas que envolvam profissionais de saúde, educadores, gestores públicos e familiares, visando à promoção da saúde e à redução das complicações associadas ao excesso de peso na infância.

Palavras-chave

  • Alimentação saudável
  • Obesidade infantil
  • Prevenção
  • Saúde pública
  • Sobrepeso infantil.

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