Artigo original

SAÚDE MENTAL NA ESCOLA: O PAPEL DO PROFESSOR NO ACOLHIMENTO E PREVENÇÃO DO SOFRIMENTO PSÍQUICO DE ADOLESCENTES NO PÓS-PANDEMIA

Anderson Batista Cavalcante; Maria Rita Pinto Arrais; Daniela Gomes Rocha; Rayane Souza Paula; Sabrina Nunes Oliveira; Patrícia Andreia Zanetti Ballardin Roncato; Sergio da Costa Bortolim; Emilly Sophia Gomides Meira da Costa Bortolim; Mariza dos Anjos Lacerda; Helen Glayce Vieira de Castilho

Edição
Vol. 1, No. 2 (jul./dez. 2026) — v.1 n.2 2026 — Tecnologia, Saúde e Cidadania – Inovação e Impacto Social
Publicado em
15/09/2026
Páginas
1-15
Idioma
pt-BR

Resumo

A saúde mental de adolescentes constitui uma questão relevante para a educação e para a saúde pública, especialmente diante das transformações sociais e relacionais produzidas ou intensificadas pela pandemia de COVID-19. A suspensão das atividades presenciais, o isolamento social, a ruptura de rotinas, as dificuldades do ensino remoto, a exposição prolongada às telas e a redução dos espaços de convivência contribuíram para ampliar situações de vulnerabilidade emocional entre estudantes. No período posterior à emergência sanitária, a escola passou a enfrentar não apenas os efeitos educacionais da interrupção das aulas presenciais, mas também demandas relacionadas à ansiedade, tristeza, dificuldades de socialização, conflitos, violência, autolesão e outras manifestações de sofrimento psíquico. Nesse cenário, o professor ocupa posição estratégica por manter contato cotidiano e longitudinal com os adolescentes, podendo reconhecer mudanças comportamentais, favorecer vínculos e estimular a procura de ajuda. Este estudo teve como objetivo analisar o papel do professor no acolhimento e na prevenção do sofrimento psíquico de adolescentes no contexto escolar pós-pandemia. Trata-se de uma revisão narrativa, de abordagem qualitativa e caráter descritivo-analítico, fundamentada prioritariamente em artigos científicos brasileiros recentes e em dados oficiais relacionados à saúde mental de adolescentes escolares. A literatura analisada demonstra que o professor não deve assumir funções clínicas próprias dos profissionais especializados, mas pode exercer importante papel na escuta qualificada, identificação de sinais de sofrimento, construção de vínculos, redução de estigmas, promoção de pertencimento e articulação com a rede de proteção. Conclui-se que a escola precisa ser compreendida como espaço de promoção da saúde mental, e não apenas como local de identificação de problemas, sendo indispensável investir na formação dos profissionais da educação, no fortalecimento das relações escolares e na articulação intersetorial entre educação, saúde, assistência social e família.

Palavras-chave

  • Saúde mental. Adolescência. Escola. Professores. Acolhimento. Sofrimento psíquico. Pós-pandemia.

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