Artigo original

EDIÇÃO GÊNICA E MEDICINA PERSONALIZADA: AVANÇOS DA TECNOLOGIA CRISPR E OS DESAFIOS ÉTICOS PARA A SAÚDE HUMANA

Hemily Alves Santos Rosa; Rogerio Matheus Pinheiro Carreira; Maria Eduarda de Araújo Lima; Samara Carolina Pereira Larré; Dayane Ketleyn dos Santos Barros; Vanessa Santos Silva Corrêa Pinto; Daniel Motta Corrêa Pinto; Elaine Carvalho Santana; Amanda Cristina Sousa Lima; Maressa Vieira Ribeiro

Edição
Vol. 1, No. 2 (jul./dez. 2026) — v.1 n.2 2026 — Tecnologia, Saúde e Cidadania – Inovação e Impacto Social
Publicado em
21/10/2026
Páginas
1-12
Idioma
pt-BR

Resumo

A edição gênica baseada na tecnologia CRISPR ampliou as possibilidades de intervenção sobre o material genético humano e contribuiu para o desenvolvimento de terapias direcionadas a alterações moleculares associadas a doenças hereditárias. Sua integração à medicina personalizada permite considerar características genéticas e clínicas na escolha de estratégias terapêuticas, embora a aplicação clínica dependa de evidências de segurança e eficácia. Este estudo teve como objetivo analisar os avanços da tecnologia CRISPR na medicina personalizada e discutir os desafios científicos, éticos, sociais e regulatórios relacionados à saúde humana. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa, fundamentada em artigos científicos e documentos institucionais sobre edição do genoma, terapias gênicas e bioética. A literatura demonstra avanços nas estratégias de edição ex vivo, especialmente em terapias celulares destinadas a determinadas doenças hereditárias do sangue, e nas pesquisas de edição in vivo. Ferramentas como a edição de bases e a edição prime ampliam as possibilidades de modificação genética, mas apresentam limitações específicas. Entre os desafios identificados estão os efeitos não intencionais, a resposta imunológica, a distribuição dos sistemas de entrega, a necessidade de acompanhamento prolongado e os custos elevados. Também se destacam dilemas relativos ao consentimento informado, à proteção de dados genéticos, à edição hereditária e à justiça distributiva. Conclui-se que a CRISPR apresenta potencial terapêutico relevante, mas sua incorporação responsável exige evidências robustas, supervisão ética, transparência científica e políticas que favoreçam o acesso equitativo às inovações.

Palavras-chave

  • CRISPR-Cas9
  • edição gênica
  • medicina personalizada
  • bioética
  • terapia gênica.

Texto completo

Preparando o PDF...