REGENERAÇÃO ÓSSEA GUIADA APLICADA À IMPLANTODONTIA.

BIANCA SENA CAPONI; PATRICK GOUVEA GOMES

Edição
Vol. 1, No. 1 (jan./jun. 2026) — Tecnologia, Saúde e Cidadania - Edição Inaugural 2026
Publicado em
01/04/2026
Páginas
1-13
Idioma
pt-BR

Resumo

O câncer de cabeça e pescoço constitui um importante problema de saúde pública devido à sua elevada morbimortalidade e às repercussões funcionais, estéticas, psicológicas e sociais associadas tanto à própria doença quanto às modalidades terapêuticas empregadas. Mesmo após o término do tratamento, pacientes podem apresentar consequências persistentes que comprometem significativamente a qualidade de vida, incluindo xerostomia, disfagia, alterações da fala, dificuldade de mastigação e deglutição, alterações do paladar, dor, limitação da abertura bucal, alterações dentárias e comprometimentos nutricionais. Além das manifestações físicas, os sobreviventes podem enfrentar ansiedade, depressão, alterações da autoestima, dificuldades de reinserção social e profissional e mudanças na percepção da própria imagem corporal. O presente estudo tem como objetivo analisar os principais fatores associados à qualidade de vida de pacientes com câncer de cabeça e pescoço após o tratamento, considerando as repercussões físicas, funcionais, emocionais e sociais decorrentes da doença e de suas terapias. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo e abordagem qualitativa, realizada a partir da análise de estudos científicos relacionados à temática. Os achados demonstram que a qualidade de vida pode permanecer comprometida mesmo após o controle da doença, principalmente em indivíduos submetidos à radioterapia, cirurgia ou associação de diferentes modalidades terapêuticas. As alterações da função salivar, deglutição, comunicação e alimentação apresentam impacto relevante na autonomia e no bem-estar dos pacientes. Nesse contexto, o acompanhamento multidisciplinar após o tratamento é fundamental para a identificação precoce das sequelas e para a implementação de estratégias de reabilitação. Conclui-se que a avaliação da qualidade de vida deve integrar o acompanhamento de longo prazo dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço, sendo necessária uma abordagem individualizada que contemple aspectos físicos, psicológicos, sociais e funcionais, contribuindo para uma melhor recuperação e reintegração à vida cotidiana.

Palavras-chave

  • saude
  • cancer
  • cabeca

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