Artigo original

BURNOUT E SOFRIMENTO PSÍQUICO EM DOCENTES: REPERCUSSÕES NA SAÚDE MENTAL E DESAFIOS PARA A VALORIZAÇÃO DO TRABALHO EDUCACIONAL

Paulo Sérgio Alves de Paiva; Javan Ferreira; Carmen Schafauser; Rylla Érika Bezerra de Lima; Sara Abreu Silva; Luiz Henrique dos Santos; Cristiani Luna Gomes Duarte; Cláudia Regina Ribeiro da Silva; Ana Carla Leite Carvalho; Marina de Andrade Lima

Edição
Vol. 1, No. 2 (jul./dez. 2026) — v.1 n.2 2026 — Tecnologia, Saúde e Cidadania – Inovação e Impacto Social
Publicado em
30/08/2026
Páginas
1-12
Idioma
pt-BR

Resumo

A saúde mental dos docentes tem assumido posição central nos debates contemporâneos sobre educação, saúde do trabalhador e qualidade dos sistemas educacionais. O exercício da docência ocorre em um contexto marcado pela intensificação das demandas profissionais, ampliação das responsabilidades administrativas, pressão por resultados, transformações tecnológicas, precarização de vínculos e dificuldades de conciliação entre trabalho e vida pessoal. Nesse cenário, o Burnout e outras manifestações de sofrimento psíquico constituem importantes desafios para a saúde ocupacional. Este estudo teve como objetivo analisar criticamente os fatores associados ao Burnout e ao sofrimento psíquico em docentes, suas repercussões sobre a saúde mental, o trabalho pedagógico e a qualidade de vida, bem como discutir estratégias para prevenção do adoecimento e valorização profissional. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de caráter qualitativo e analítico, fundamentada prioritariamente em estudos publicados entre 2023 e 2026. Foram priorizadas revisões sistemáticas, meta-análises e investigações empíricas publicadas em periódicos científicos relevantes. Os resultados demonstram que o adoecimento docente não pode ser explicado exclusivamente por características individuais, pois está fortemente relacionado à interação entre elevadas demandas laborais, insuficiência de recursos, baixo suporte organizacional, conflitos institucionais e desvalorização profissional. Evidências recentes indicam que Burnout e sofrimento psíquico podem repercutir sobre a saúde mental e física, favorecendo exaustão, sintomas ansiosos e depressivos, distúrbios do sono, queixas somáticas, absenteísmo e intenção de abandonar a profissão. Conclui-se que intervenções efetivas precisam ultrapassar abordagens exclusivamente individualizantes e incorporar mudanças organizacionais, políticas institucionais de saúde mental, redução de sobrecargas, fortalecimento do suporte social e valorização do trabalho educacional.

Palavras-chave

  • Burnout. Saúde mental. Docentes. Sofrimento psíquico. Saúde ocupacional. Educação.

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