Artigo original
MEDICINA DE PRECISÃO NO SUS: AVANÇOS DA ONCOLOGIA DE PRECISÃO, TESTES MOLECULARES E DESAFIOS PARA O ACESSO EQUITATIVO AO TRATAMENTO DO CÂNCER
Juliana Belarmino de Carvalho; Carine Oliveira Soares; Heloísa Aparecida Silva Paiva; Enio Grazianni Goncalves Sirqueira; Ana Bárbara Silva Mariano; Júlia Da Costa Dias; Cleverson Fidelis; Francisca Rosenilda Marques da Silva; Juliana Stefanny Moreira Gaia; Zamenha Alves Campos Vidal
- Edição
- Vol. 1, No. 2 (jul./dez. 2026) — v.1 n.2 2026 — Tecnologia, Saúde e Cidadania – Inovação e Impacto Social
- Publicado em
- 12/09/2026
- Páginas
- 1-12
- Idioma
- pt-BR
Resumo
A medicina de precisão tem modificado a assistência oncológica ao permitir que decisões diagnósticas e terapêuticas sejam orientadas pelas características moleculares dos tumores e pela variabilidade genética dos indivíduos. No Sistema Único de Saúde (SUS), entretanto, a incorporação dessas tecnologias ocorre em um cenário marcado por desigualdades territoriais, limitações de infraestrutura e dificuldades de acesso aos testes moleculares e às terapias direcionadas. O objetivo deste estudo foi analisar os avanços recentes da medicina de precisão aplicada à oncologia no SUS, com ênfase nos testes moleculares, biomarcadores, perfil genômico dos tumores e desafios relacionados à equidade do cuidado. Realizou-se revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo-analítico, mediante busca nas bases PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde, complementada por documentos oficiais do Ministério da Saúde e Instituto Nacional de Câncer. Foram priorizadas publicações entre setembro de 2023 e setembro de 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol, relacionadas à oncologia de precisão, testes genômicos, biomarcadores, SUS e acesso ao tratamento. A síntese evidenciou avanços no uso de sequenciamento de nova geração, perfil genômico abrangente, imunohistoquímica e outras tecnologias para identificação de alterações molecularmente acionáveis. Estudos brasileiros recentes demonstram a aplicabilidade dessas estratégias em diferentes neoplasias e reforçam a importância da geração de dados genômicos representativos da população brasileira. Paralelamente, persistem obstáculos relacionados ao custo, disponibilidade desigual de laboratórios, qualificação profissional, tempo para realização dos exames e acesso subsequente às terapias. Conclui-se que a medicina de precisão apresenta potencial para qualificar o cuidado oncológico no SUS, mas sua expansão depende de políticas de incorporação tecnológica, infraestrutura diagnóstica, formação profissional, integração da rede e estratégias específicas para redução das desigualdades regionais.
Palavras-chave
- Medicina de precisão. Oncologia. Sistema Único de Saúde. Genômica. Testes moleculares. Equidade em saúde.
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