Artigo original

MUDANÇAS CLIMÁTICAS, DEGRADAÇÃO AMBIENTAL E SAÚDE COLETIVA: IMPACTOS EMERGENTES E ESTRATÉGIAS PARA A CONSTRUÇÃO DE CIDADES RESILIENTES

Lara Tainah Vieira Lima; Maria Miryam da Silva Alves; André Luís Silva Almeida; Vanessa Santos Silva Corrêa Pinto; Daniel Motta Corrêa Pinto; Elaine Carvalho Santana; Maicon de Barros Simon; Viviane Ferreira Matos; Stefanny Kelly Coutinho Ferreira; Adriane Caroline Viana Brabo

Edição
Vol. 1, No. 2 (jul./dez. 2026) — v.1 n.2 2026 — Tecnologia, Saúde e Cidadania – Inovação e Impacto Social
Publicado em
21/10/2026
Páginas
1-11
Idioma
pt-BR

Resumo

As mudanças climáticas e a degradação ambiental constituem desafios crescentes para a saúde coletiva, especialmente em cidades marcadas por desigualdades socioeconômicas, ocupação territorial desordenada e infraestrutura urbana insuficiente. Ondas de calor, enchentes, secas, queimadas e alterações nos ecossistemas podem comprometer a qualidade do ar e da água, favorecer a ocorrência de determinados agravos e dificultar o funcionamento dos serviços públicos de saúde. Este estudo teve como objetivo analisar as relações entre mudanças climáticas, degradação ambiental e saúde coletiva, identificando impactos emergentes e estratégias para a construção de cidades resilientes. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa, fundamentada em artigos científicos publicados em periódicos brasileiros e documentos institucionais relacionados à saúde ambiental, aos desastres e à adaptação climática. A literatura examinada aponta que os impactos não se distribuem de maneira homogênea: populações residentes em áreas de risco, assentamentos precários e territórios com acesso limitado a saneamento, áreas verdes e serviços de saúde enfrentam condições adicionais de vulnerabilidade. Entre os problemas identificados estão o agravamento de doenças respiratórias associadas à poluição atmosférica, a exposição a riscos sanitários após inundações, a influência das condições climáticas sobre doenças transmitidas por vetores e a interrupção de serviços essenciais durante eventos extremos. Como estratégias de enfrentamento, destacam-se o planejamento urbano integrado, a ampliação da infraestrutura verde, o fortalecimento da vigilância em saúde, a melhoria do saneamento, a preparação dos serviços de saúde e a participação comunitária. Conclui-se que a construção de cidades resilientes exige políticas públicas intersetoriais, financiamento contínuo e reconhecimento das desigualdades sociais como componentes centrais da vulnerabilidade climática.

Palavras-chave

  • Mudanças climáticas
  • Saúde coletiva
  • Degradação ambiental
  • Resiliência urbana
  • Saúde ambiental.

Texto completo

Preparando o PDF...